Thiago Corrêa: suingue e contestação ao som de muito Samba-Rock.

Thiago Corrêa

Talentoso, dinâmico, determinado. Três palavras que dizem muito sobre a personalidade de Thiago Corrêa. Mas não dizem tudo. Longe disso. Há que acrescentar, por exemplo, o bom-humor e o espírito sarcástico e contestador de quem jamais aceita uma realidade pronta e embalada. Atuando no mercado publicitário, como compositor, cantor, locutor e produtor musical ele já trabalhou com alguns dos maiores anunciantes do país. Agora, faz imenso sucesso com sua página na internet, onde lança, com regularidade impressionante, versões para hits internacionais com um molho muito especial: o Samba-Rock. Assim mesmo, com maiúsculas, como ele faz questão de grafar. Ritmo nascido nos anos 60, o Samba-Rock está voltando à cena com muita força e tem, em Thiago, um dos seus principais defensores. Unindo a alegria e descontração do samba com a atitude irreverente do bom e velho Rock’n Roll, o Samba-Rock é puro Thiago Corrêa. Clica no link pra saber mais sobre ele, numa entrevista exclusiva por email: 

Nome de batismo?
Thiago Nunes Corrêa
Idade ?
27 anos (dez/09)
Local de nascimento?
Santo André/SP
Você sempre trabalhou com música profissionalmente?
Não. Já trabalhei de Office Boy e depois fiz Senac de Mecânica, mas eu não sirvo pra metalúrgico.
Porque Porto Alegre?
Minha mãe é de Porto Alegre e meu pai de Santa Vitório do Palmar. Eu não tive escolha, eles me trouxeram pra cá muito novo. Mas gosto daqui.
A cena porto alegrense não é especialmente reconhecida pelo samba rock. Como aconteceu esta opção?
Na verdade a cena Samba-Rock é fraca no Brasil inteiro mas se destaca primeiro em São Paulo e depois aqui em Porto Alegre. A gauchada como Bedeu e Luiz Wagner começaram o movimento na mesma época que Jorge Bem.
E esta preferência por versões de hits de outros autores?
Pelo samba-rock ser visto com preconceito pela maioria, resolvi mostrar o estilo com músicas que a maioria ouvia.
Como é o processo de escolha das músicas que ganharão versões?
Prefiro que elas sejam em Inglês, e que se adapte bem ao estilo, pra não ficar forçado. Já comecei a fazer versões e desisti no meio porque estava ficando feio.
Não há dificuldade de licenciamentos?
Na verdade não há licenciamento ainda, a minha editora está tentando agora, acredito que o que faço seja exatamente o que milhões de bandas covers fazem, mas o meu projeto está começando a ter visibilidade agora. Mas não gravo CD e nem veiculo as músicas em rádio, ou seja, não lucro com isso.
Como foi a repercussão do seu trabalho no site da Lily Allen?
Mandei a música para eles e eles respondeam que acharam “brillant” e colocaram no site da cantora, em poucos meses já era o remix mais visitado e hoje tem uma margem de 4.000 votos na frente no segundo lugar.
O seu trabalho gera algumas dúvidas: é sampler ou você e sua banda mesmo fazem todos os “sons”?
Algums são samplers e outros é minha banda, eu misturo inclusive no show. Por exemplo, eu não canto a parte da Lily Allen, eu levo a voz dela e a banda toca junto.
– Quais são as suas maiores influências?
Einstein, Stevie Jobs, Oskar Metsavah, Satre,
– No teu liquidificador tem de tudo. Quem são teus ídolos?
Eu não tenho ídolos, eu tenho apenas referências. Acredito que ter ídolo te coloca abaixo deles, e prefiro me posicionar do lado, espero algum dia fazer diferença para o mundo de alguma forma como eles.
– O que você toca? Qual o seu instrumento preferido?
Toco violão, guitarra, cavaco, baixo, piano. O meu preferido é o Piano, mas o que toco melhor é o violão.
– O que toca no seu player?
Hj estava ouvindo Daft Punk, Tom Jobim, Jamiroquai, Lenny Kravitz, AC/DC.
– Como está a agenda de shows?
Agora no final do ano esta começando a melhorar, estamos negociando com RJ, SP, Vitória e Maceió. Além de Porto Alegre, é claro.
– Estiveste há pouco no exterior. Foi uma viagem de estudo, de passeio ou foi a trabalho mesmo?
Foi por causa do lance da Lily Allen. Fui conhecer a gravadora dela e acabei fechando contrato com outra gravadora inglesa. A Curve Music (www.curvemusic.net)
– Quais os planos mais imediatos?
Os imediatos e tocar e divulgar o Samba-Rock. Quero que esse estilo seja visto como um movimento e que investidores e mídias o identifiquem como um nicho promissor.
– Pretende lançar um CD? Será de composições originais ou versões?
O Cd já foi lançado e está a venda no site. Apesar de eu dar o download de graça, o CD físico vem de Londres. E só tem música próprias.
– E a a opção de distribuir gratuitamente as tuas músicas? É uma boa estratégia?
Se não fosse essa estratégia eu não conseguiria divulgá-lo. Acredito que você não ganha dinheiro com o Cd e sim com o Merchandising em volta dele. Design, brindes, todos esses valores agregados.
– Tens um site muito bem elaborado e dinâmico. É criação sua?
É uma mistura. O site é em plataforma WordPress, o design é da http://www.a2mr.com.br que fez o design do meu CD. E a programação é terceirizada.
– E o acesso à mídia? Teu som é bem aceito?
Sim. Todos que se dispõe a ouvir gostam, mas não são todos que ouvem de graça.
– Qual o perfil do teu público?
O mesmo que o meu. Acredita no trabalho, tem entre 20 e 50 anos, a maioria universitário, gosta de coisas novas, não é apenas rockeiro, ou regueiro, ou sambista. É eclético.
– Como você definiria Thiago Corrêa?
Um pessimista que trabalha como um otimista.

Gostou? Clica aí, te cadastra e receba, na faixa, os últimos lançamentos de Thiago Corrêa:  http://www.thiagocorrea.com/

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