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	<title>Blog do Penna</title>
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		<title>Blog do Penna</title>
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		<title>Você ainda vai ter um&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 16:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você é do time dos que acham que videogame é coisa para iniciados ou jovens nerds, é bom começar a rever seus conceitos. Agora mesmo, enquanto você lê estas mal-traçadas, uma verdadeira revolução está em andamento no universo ilimitado dos videogames. E, desta vez, o alvo é você. Sim, você que nunca pensou em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=170&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é do time dos que acham que  videogame é coisa para iniciados ou jovens nerds, é bom começar a rever  seus conceitos. Agora mesmo, enquanto você lê estas mal-traçadas, uma  verdadeira revolução está em andamento no universo ilimitado dos  videogames. E, desta vez, o alvo é você. Sim, você que nunca pensou em  sentar na frente de um console e passar horas a fio vivendo em  realidades alternativas está na mira desta nova investida dos  fabricantes.<a href="http://penna.files.wordpress.com/2011/01/kinect2-e1288977867665.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-172" title="kinect" src="http://penna.files.wordpress.com/2011/01/kinect2-e1288977867665.jpg?w=300&#038;h=211" alt="" width="300" height="211" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-170"></span></p>
<p>Há alguns anos, esta tendência começou, de maneira discreta e não muito apelativa, com o lançamento do console Wii, da <a href="http://nintendoworld.uol.com.br/">Nintendo</a>.  Mas, agora, na nova onda, as gigantes Sony e Microsoft estão mostrando  as suas armas para te conquistar irremediavelmente. A Sony, seguindo a  linha mais ou menos inaugurada pela Nintendo e seu Wii, acaba de lançar  alguns <a href="http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/playstation-move-deve-chegar-ao-brasil-antes-do-natal/14976">acessorios </a>para  o Playstation 3 que permitem que o jogador transfira os seus movimentos  para a tela da tevê. Mas a Microsoft foi um pouco além. E lançou o  Kinect, um aparelho que, conetado ao Xbox360, faz a leitura em 3D do  corpo do jogador e o coloca na tela, participando do jogo. Ou seja, não  precisa desenvolver nenhuma habilidade especial ou manusear um controle  cheios de botões. E aí é que mora o apelo para os mortais que ainda se  sentiam à margem deste universo: para jogar com o novíssimo Kinect, você  só precisa se posicionar em frente à TV e fazer o que for preciso:  chutar, pular, socar, rebater, arremessar ou o que mais lhe der na  telha, conforme o jogo que você escolheu. O seu corpo é o joystick. E  não é apenas isso. O equipamento, que está sendo lançado neste mês, é  muito mais que uma simples câmera conectada ao console. É um sistema  completo de interação, com detecção de gestos, comandos vocais e até  videofone.</p>
<p>As possibilidades são infinitas. Elas vão desde voos impossiveis em universos paralelos até uma prosaica sessão com seu <em>personal trainer</em> virtual. E os games definitivamente podem agora ser uma atividade  familiar, uma experiência compartilhada. Ou seja, a velha imagem do  garotão sentado &#8211; praticamente inerte &#8211; em frente à TV por horas a fio, é  coisa do passado. Agora, ao contrário, é preciso inclusive adaptar a  sala para dar espaço às acrobacias e recolher lustres, abjures ou outros  objetos de decoração que correm o risco de se espatifar em meio às  intensas atividades que terão lugar em frente ao  seu aparelho de TV  (que, aliás, também corre riscos).</p>
<p>Para mais informações, clica aqui: <a href="http://www.xbox.com/pt-BR/Kinect/GetStarted">Kinect</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/170/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=170&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O último barbaquá</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 22:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[etc.:]]></category>

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		<description><![CDATA[Um casal do interior de Tenente Portela ainda mantém a tradição da erva-mate crioula. O sol, uma explosão incandescente na altura dos olhos, ofusca o motorista que, por alguns instantes perde de vista a estrada muito irregular, esburacada e estreita. Instintivamente, freia. Espera por alguns instantes até que o olhar se acostume e arranca novamente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=160&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um casal do interior de Tenente Portela ainda mantém a tradição da erva-mate crioula.</strong></p>
<p>O sol, uma explosão incandescente na altura dos olhos, ofusca o motorista que, por alguns instantes perde de vista a estrada muito irregular, esburacada e estreita. Instintivamente, freia. Espera por alguns instantes até que o olhar se acostume e arranca novamente, devagar, cauteloso. A descida, íngreme, obriga ao uso do freio constantemente. Enquanto avança lentamente vai pensando. Há quantos anos o mesmo ritual se repete? Quantos percorrem os mesmos 15 quilômetros de estrada de chão desde a cidade até a propriedade para onde nos dirigimos no interior remoto do município? O que afinal atrai tantos e tão fieis clientes? O que existe de tão diferente na diminuta localidade de Nossa Senhora da Saúde? O nome designa uma pequena vila próxima. Pouco mais que meia dúzia de moradores, todos pequenos agricultores. A rotina do local se repetia em outros distritos do município: pequenas famílias às voltas com a produção e exploração da terra. Os produtos, todos previsíveis: leite, soja, milho e trigo. Há pouco mais de mil e quinhentos metros do “centro” da localidade, porém, um produtor destoa dos demais. O movimento regular de clientes entrando e saindo da propriedade dá uma pista: alguma coisa diferente acontece naquele lugar.</p>
<p><span id="more-160"></span></p>
<div id="attachment_162" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><a href="http://penna.files.wordpress.com/2010/01/dsc03218.jpg"><img class="size-medium wp-image-162" title="Claudio" src="http://penna.files.wordpress.com/2010/01/dsc03218.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Claudio em frente ao pequeno engenho</p></div>
<p>Os carros que entram e saem constantemente não tem muito a ver com a realidade do lugar. São “carrões” de último tipo, que indicam uma clientela exigente, diferenciada. Mas, a quem eles vão procurar? O que pode ter ali que desperta o interesse de um público tão distinto? Que tipo de produtor se esconde por trás de curvas, declives e pedras e ainda assim faz com que seus clientes não desistam de sua mercadoria? Seu nome: Claudio Signori. O seu produto: erva-mate! Dito assim parece pouco. E realmente não é muito. Aliás, este “pouco” parece ser parte do charme do produto. Parece que nunca há o suficiente.</p>
<p>Ao dobrar a última curva, o carro se defronta com um galpão acanhado, de madeira crua, com resquícios de uma tinta de cor indecifrável, marcada na madeira reaproveitada de antigas moradias. O arvoredo fechado alivia o calor de 35 graus. Nem uma folha se move na tarde modorrenta de novembro. Ao descermos do carro, recuamos às pressas. Pelo menos cinco cachorros de variadas raças e tamanhos avançam latindo raivosamente. À frente um <em>dachsund</em> com cara de poucos amigos. Então, um grito autoritário desarma a cachorrada que passa imediatamente a abanar nervosamente os rabos. A origem do grito faz com que nos voltemos. Num terreiro ao lado, uma sombra fechada convida ao descanso. Algumas cadeiras, uns tocos improvisados como bancos. No centro, resquícios de um fogo de chão há muito extinto. O chão batido quase brilha, denunciando o uso freqüente do espaço. É de lá que se levanta para nos receber o dono da casa. Magro, face encovada, cabelos despenteados e crespos, Claudio mal esboça um sorriso quando nos cumprimenta. De poucas palavras, tímido, fala quase se desculpando:</p>
<p>- Se vieram pela erva, aviso que tenho pouca.</p>
<p>Rimos, porque este é quase um mantra que ele repete a cada novo visitante. Depois que explicamos o porquê da nossa vinda, nos convida para sentar.  Não consegue entender o que ele faz que pode despertar interesse em alguém a ponto de escrever sobre isto. Passamos a conversar sobre amenidades, o tempo, o calor&#8230; Tudo para quebrar o clima de constrangimento do entrevistado e facilitar o nosso trabalho. Mas, poucos minutos depois de nossa chegada, a esposa se aproxima. Morena, estatura mediana, pele crestada pelos muitos dias de trabalho ao sol,  ela estende ao marido uma cuia de chimarrão e uma térmica para que ele faça as honras da casa. Ele serve o primeiro mate e toma enquanto conversamos. Segundo a tradição do chimarrão, nunca deve ser oferecido aos visitantes o primeiro mate. Este deve ser sorvido pelo dono da casa e só então a roda começa. Logo em seguida, ele serve novamente e me estende a cuia, lustrosa pelos anos de uso. Tomo o primeiro gole e imediatamente entendo o que desperta a fidelidade de tantos admiradores. O chimarrão, com água espumante e na temperatura exata, tem um sabor que raramente pode ser encontrado com as ervas-mate industrializadas. O gosto amargo típico da erva-mate é amenizado na medida exata por uma indefinida doçura acompanhada por um toque marcante de defumado. Para quem toma chimarrão regularmente, é uma experiência arrebatadora. É como passar do arroz branco e simples de todo dia para um sofisticado risoto executado por requintado gourmet. Fica fácil entender o fascínio despertado e o segredo que o mantém há tantos anos sendo procurado com tanta assiduidade por seus clientes. O sabor forte e marcante nos remete imediatamente a tempos ancestrais. Para os primórdios da extração da erva-mate sul do continente.</p>
<p>Quando os conquistadores chegaram por aqui, o costume de consumir erva-mate era largamente difundido entre os guaranis, que a tinham como um de seus alimentos básicos. A <em>ilex paraguaiensis</em>, segundo designação científica criada pelo naturalista francês Auguste Saint Hilaire, tornou-se relevante comercialmente a partir do século XVII, através do trabalho dos jesuítas da Companhia de Jesus, que viram nela um produto de alto valor e com grande potencial de vendas. Assim, passaram a cultivá-la por mais de um século e meio, até que foram expulsos do país, em 1768. Neste período, a erva-mate chegou a ser exportada para países como Bolívia, Chile, Peru, etc. Parte do sucesso da infusão começou com a propaganda feita pelos primeiros soldados espanhóis , em 1536, quando fundaram a primeira cidade da America latina, Asunción Del Paraguay. Lá eles descobriram  os maravilhosos efeitos da erva-mate para amenizar os efeitos devastadores da ressaca que as homéricas <em>borracheiras</em> provocavam. À moda paraguaia, a erva era consumida como <em>tererê</em>: água fria, limão e erva mate servida em qualquer recipiente. Na época a maneira mais popular era servi-lo em taquaras ou bambus cortados na forma de copo. Uma taquara fininha fazia às vezes de bomba. Hoje, naquele país, o <em>tererê</em> é servido normalmente em recipientes de vidro e a água é servida gelada. Há também variações com açúcar e laranja no lugar do limão. Tradicionalmente, a erva é consumida de três maneiras básicas: o chimarrão, o tererê e o chá-mate. Mas hoje já se contam às dezenas as outras aplicações do produto. Por exemplo, como insumo para alimentos como corantes, conservantes ou na fabricação de sorvetes,balas, bombons, etc. Também é largamente utilizado na industria de medicamentos, para a elaboração de compostos para tratamento de hipertensão, bronquite, pneumonia,etc. A erva também está sendo muito utilizada para a fabricação de bactericidas, desodorantes, sabonetes e perfumes. Como se vê, a erva-mate se tornou uma alternativa econômica de fundamental importância para a economia do país. Mas boa parte destas características que a indústria vem explorando já era conhecida dos consumidores das infusões feitas com o produto. Aliás, o sucesso da erva-mate se baseia principalmente em suas características estimulantes. Considerada um tônico, ela tem na cafeína um de seus principais componentes. E, segundo especialistas, esta é a principal razão de seu sucesso. Atualmente, por exemplo, um energético de muito sucesso, o Blue Energy,  é produzido nos Estados Unidos e exportado para o mundo todo, Brasil inclusive, e seu  componente básico é a erva-mate.</p>
<p>Segundo a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a exploração da erva-mate é uma atividade de extrema importância sócio-ambiental. Ambiental porque, quando plantada em curvas de nível, ela contribui enormemente para evitar a erosão do solo. E social porque no Brasil hoje são mais de 180 mil propriedades rurais que a produzem, gerando diretamente cerca de 710 mil empregos diretos, principalmente nos meses de junho, julho e agosto, que é a época da concentração da poda.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística em seu ultimo levantamento, a produção brasileira de erva-mate oficialmente gira em torno de 350 mil toneladas/ano de produto já beneficiado. Este beneficiamento é feito  por 750 empresas distribuídas por todo o país.</p>
<p>Mas os seus valores vão muito além disto, como bem sabem seus consumidores. No Rio Grande do sul, aliás, o chimarrão se tornou muito mais do que apenas um hábito. Para além dos valores saudáveis ou nutricionais, ou comerciais, o chimarrão transformou-se num verdadeiro lubrificante das relações sociais. Em encontros familiares, roda de amigos, bate-papo entre vizinhos, o chimarrão funciona como um catalisador de relacionamentos. E era exatamente isso que estava acontecendo conosco agora, enquanto conversávamos. Quinze minutos depois de nossa chegada, Claudio, já à vontade, entre um chimarrão e outro, começa a nos contar a sua história. Que, é claro, não aparece nas estatísticas oficiais.</p>
<p>A terra onde ele mora é herança de seu pai. Sempre foi muito propícia, como de resto toda a região, para o cultivo da erva-mate. Por isso, há cerca de trinta anos ele começou a trabalhar com a produção e beneficiamento de erva-mate para o chimarrão. Naquela época, ele lembra, havia fartura de ervais nativos, mas mesmo assim ele e o irmão decidiram investir na plantação de um erval para garantir a matéria prima necessária. A experiência fracassou. Após três anos, ao fazer o primeiro corte, eles perceberam que tinham três hectares de erva de péssima qualidade. A solução foi destruir a plantação e partir para outros tipos de cultivo, já que não dispunham de verba para reinvestir numa plantação cujo ciclo de rendimento é tão demorado. Então, ele decidiu seguir sozinho com a produção, sempre de forma artesanal. Inicialmente, tinha facilidade para encontrar árvores nativas de boa qualidade pela região. Com o passar do tempo, isto foi se tornando cada vez mais difícil. Inclusive ele lembra que nos dias de hoje nem sequer a designação de “nativa” é garantia de boa qualidade. Segundo ele, a polinização está se dando entre espécies diferentes e isto está produzindo novas árvores “castiças”, o que compromete a qualidade. O que permite que ele continue em atividade é o fato de que, por ser “veterano” nesta área, ele conhece e sabe onde tem os ervais mais antigos e de melhor qualidade. Como já conhece bem a região e seus moradores, ele estabelece parcerias com os donos das árvores que tem mais qualidade. Após a poda e o beneficiamento, ele destina a metade do que produziu para o dono do erval. A grande maioria de seus fornecedores são, na verdade, apenas consumidores de sua erva. Por isso, todos fazem a parceria apenas para obter erva de boa qualidade para o próprio consumo. O excedente desta produção é o que Claudio vende para os outros “fregueses”.</p>
<p>O pico da produção é no inverno. Os meses de maio, junho, julho e agosto são os mais propícios para a colheita e o beneficiamento da erva-mate. Logo após os dias mais frios, de preferência depois de uma geada ou duas, é o momento ideal para a colheita. Quando isso acontece, Claudio se desloca pela região, em busca das folhas que “engrossaram” com o frio. Os longos anos na atividade são de grande ajuda para Claudio. Ele já tem um cronograma mental de onde e quando devem ser colhidas as folhas. Neste período, a produção atinge o seu pico: cerca de cem quilos por semana de erva pronta. Poderia ser muito mais. Erva existe à vontade. Mas a qualidade se perderia. E para ele isto seria inaceitável. Se alguém lhe oferece erva de locais onde ele ainda não conhece, o primeiro passo é visitar o erval e avaliar cada árvore. Se o padrão não for como ele espera, é recusado. Mesmo que o cliente insista e lhe ofereça valores mais altos. Ele precisa zelar pela fama de erva-mate de alto padrão. Não existe uma marca comercial registrada, mas os anos de atividade lhe trouxeram uma fama pela qual ele pretende zelar. Um dos maiores orgulhos de Claudio é a garantia de qualidade: se não gostar da erva, o cliente pode trazê-la de volta. Não por acaso, vem gente de várias regiões do país em busca do seu produto. Lugares mais distantes como Rosário do Sul, ou até mesmo do Mato Grosso, todos vem em busca das características exclusivas do chimarrão feito com a sua erva-mate. Segundo a sua opinião, não há mais na região ninguém que produza erva-mate como ele. Por tudo isso, ele se esmera na escolha não só da variedade certa da erva, mas também do momento apropriado para colhê-la. E, é claro, redobra o zelo em cada passo do ritual da preparação. E ele avisa: é preciso ter cuidado também na conservação. Depois de pronta, a erva se deteriora rapidamente: em trinta dias ela já terá perdido suas melhores características. A única maneira de conservá-la por mais tempo é embalando-a em plástico e colocando-a em um freezer, ao abrigo da luz e do calor.</p>
<p>Observando a paixão e o rigor de Claudio ao falar sobre os seus métodos de produção é inevitável a comparação: é como se ele estivesse produzindo vinhos das melhores cepas. E quando visitamos as instalações onde a erva é beneficiada isto fica ainda mais evidente. O trabalho é muito grande e os cuidados precisam ser redobrados.</p>
<p>Tudo começa no sapeco, que é como é chamada a primeira secagem das folhas. Os galhos, ao serem colhidos, já o são de maneira a facilitar o trabalho. Mais compridos, eles permitem que, ao aproximar as folhas do fogo para esta primeira secagem, o operador não se queime. E assim galho por galho, as folhas recebem a primeira tostada. Cada folha precisa receber a dose certa de calor. Se algumas folhas estiverem ainda “cruas” ou muito sapecadas, podem comprometer o resultado final. Após, são retirados os galhos mais compridos que ajudaram a manter a distância durante o sapeco. Depois disto, as folhas e pequenos galhos que sobraram são quebrados manualmente. O padrão é a grossura de um lápis: nenhum galho pode superar esta espessura. Aí então, depois de quebrado, vem a hora do barbaquá ou carijo. Trata-se de um engenhoso estrado de madeira feito em forma de pirâmide, que fica a cerca de um metro do chão, ocupando todo o espaço de uma sala quadrada, sem nenhuma abertura. Embaixo deste jirau, bem ao meio, há uma abertura no chão por onde passa a fumaça e o calor vindo de um forno que fica há nove metros de distância, do lado de fora da casa, num nível mais baixo. É como se o forno tivesse uma chaminé que passa por baixo da casa, desembocando nesta sala. Pairando acima da boca desta chaminé, logo abaixo do estrado, é colocada uma chapa metálica redonda que faz com que a fumaça e o calor se espalhem uniformemente pelas folhas e galhos que são colocados em cima do jirau. Este processo de secamento no carijo dura mais ou menos três dias. Durante este período, a cada duas horas, Claudio tem que cuidar a intensidade do calor, para monitorar em cada momento o processo de secagem. Atiça o fogo, reacomoda os galhos, experimenta as folhas. Dia e noite. Depois disto, a erva está pronta para o cancheamento. Isto nada mais é do que quebrar a erva mais uma vez, em pedaços menores. Porém, nesta ultima fase é usada uma trilhadeira, equipamento normalmente usado para debulhar cereais, como milho. Após esta fase a erva está pronta pro engenho. É uma estrutura com três pilões mecanizados que socam incessantemente até que a erva esteja triturada exatamente no ponto ideal para o melhor chimarrão. O engenho é uma obra de carpintaria feita por ele mesmo. É acanhado para os padrões industriais do mercado, mas mais do que suficiente para as pretensões de Claudio. O quilo de sua erva custa em média o dobro do praticado no mercado. Ele não quer mais clientes. Acha que já tem muita demanda que não consegue atender. Para dar conta de toda a produção, ele conta apenas com a ajuda de sua mulher. Juntos, eles são os únicos responsáveis pela execução de todo o processo.</p>
<p>Quando pergunto sobre a viabilidade e o futuro de seu negócio, uma rápida sombra perpassa os seus olhos. Ele diz que atualmente ninguém mais se interessa pela profissão de ervateiro da forma como ele a pratica. Lembra que há alguns anos muita gente se dedicava e era fácil encontrar profissionais para trabalhar. “Hoje ninguém mais se interessa”, lamenta. “Acho que, quando eu morrer, isto tudo vai acabar junto comigo”. Um silêncio pesado pontua a declaração.</p>
<p>Claudio Luis Sinhori, 56 anos, e sua esposa, Araci de Almeida Sinhori, parecem ser os últimos praticantes na região de uma arte já quase esquecida: a elaboração da erva-mate de carijo. Mais que um produto, uma manifestação cultural que está ameaçada pelo progresso e pelo vício modernoso das grandes produções em escala, com baixo custo e altos lucros. Os tempos modernos não têm mais paciência ou tolerância para a arte lenta e delicada exercida por um homem e uma mulher que fizeram da tradição uma forma de vida. O latido dos cães e a alegre algazarra dos pássaros, a única agitação no lugar, parecem diminuir. Lentamente como as horas que escorrem, os últimos raios de sol iluminam os galhos de um solitário pé-de-erva ao longe. Ele parece se despedir&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/160/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/160/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/160/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=160&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Claudio</media:title>
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		<title>Thiago Corrêa: suingue e contestação ao som de muito Samba-Rock.</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 23:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Thiago Corrêa Talentoso, dinâmico, determinado. Três palavras que dizem muito sobre a personalidade de Thiago Corrêa. Mas não dizem tudo. Longe disso. Há que acrescentar, por exemplo, o bom-humor e o espírito sarcástico e contestador de quem jamais aceita uma realidade pronta e embalada. Atuando no mercado publicitário, como compositor, cantor, locutor e produtor musical [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=151&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://penna.files.wordpress.com/2010/01/mg_3332.jpg"><img class="size-medium wp-image-152" title="Thiago Corrêa" src="http://penna.files.wordpress.com/2010/01/mg_3332.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Thiago Corrêa</dd>
</dl>
</div>
<p>Talentoso, dinâmico, determinado. Três palavras que dizem muito sobre a personalidade de Thiago Corrêa. Mas não dizem tudo. Longe disso. Há que acrescentar, por exemplo, o bom-humor e o espírito sarcástico e contestador de quem jamais aceita uma realidade pronta e embalada. Atuando no mercado publicitário, como compositor, cantor, locutor e produtor musical ele já trabalhou com alguns dos maiores anunciantes do país. Agora, faz imenso sucesso com sua página na internet, onde lança, com regularidade impressionante, versões para hits internacionais com um molho muito especial: o Samba-Rock. Assim mesmo, com maiúsculas, como ele faz questão de grafar. Ritmo nascido nos anos 60, o Samba-Rock está voltando à cena com muita força e tem, em Thiago, um dos seus principais defensores. Unindo a alegria e descontração do samba com a atitude irreverente do bom e velho Rock’n Roll, o Samba-Rock é puro Thiago Corrêa. Clica no link pra saber mais sobre ele, numa entrevista exclusiva por email: <span id="more-151"></span></p>
<p>- <strong>Nome de batismo</strong>?<br />
Thiago Nunes Corrêa<br />
-<strong> Idade </strong><strong>?<br />
</strong>27 anos <em>(dez/09)</em><br />
- <strong>Local de nascimento</strong>?<br />
Santo André/SP<br />
- <strong>Você sempre trabalhou com música profissionalmente</strong>?<br />
Não. Já trabalhei de Office Boy e depois fiz Senac de Mecânica, mas eu não sirvo pra metalúrgico.<br />
- <strong>Porque Porto Alegre?</strong><br />
Minha mãe é de Porto Alegre e meu pai de Santa Vitório do Palmar. Eu não tive escolha, eles me trouxeram pra cá muito novo. Mas gosto daqui.<br />
- <strong>A cena porto alegrense não é especialmente reconhecida pelo samba rock. Como aconteceu esta opção?<br />
</strong>Na verdade a cena Samba-Rock é fraca no Brasil inteiro mas se destaca primeiro em São Paulo e depois aqui em Porto Alegre. A gauchada como Bedeu e Luiz Wagner começaram o movimento na mesma época que Jorge Bem.<br />
- <strong>E esta preferência por versões de hits de outros autores?<br />
</strong>Pelo samba-rock ser visto com preconceito pela maioria, resolvi mostrar o estilo com músicas que a maioria ouvia.<br />
- <strong>Como é o processo de escolha das músicas que ganharão versões?</strong><br />
Prefiro que elas sejam em Inglês, e que se adapte bem ao estilo, pra não ficar forçado. Já comecei a fazer versões e desisti no meio porque estava ficando feio.<br />
- <strong>Não há dificuldade de licenciamentos?<br />
</strong>Na verdade não há licenciamento ainda, a minha editora está tentando agora, acredito que o que faço seja exatamente o que milhões de bandas covers fazem, mas o meu projeto está começando a ter visibilidade agora. Mas não gravo CD e nem veiculo as músicas em rádio, ou seja, não lucro com isso.<br />
- <strong>Como foi a repercussão do seu trabalho no site da Lily Allen?<br />
</strong>Mandei a música para eles e eles respondeam que acharam “brillant” e colocaram no site da cantora, em poucos meses já era o remix mais visitado e hoje tem uma margem de 4.000 votos na frente no segundo lugar.<br />
-<strong> O seu trabalho gera algumas dúvidas: é sampler ou você e sua banda mesmo fazem todos os &#8220;sons&#8221;?<br />
</strong>Algums são samplers e outros é minha banda, eu misturo inclusive no show. Por exemplo, eu não canto a parte da Lily Allen, eu levo a voz dela e a banda toca junto.<br />
<strong>- Quais são as suas maiores influências?</strong><br />
Einstein, Stevie Jobs, Oskar Metsavah, Satre,<br />
<strong>- No teu liquidificador tem de tudo. Quem são teus ídolos?<br />
</strong>Eu não tenho ídolos, eu tenho apenas referências. Acredito que ter ídolo te coloca abaixo deles, e prefiro me posicionar do lado, espero algum dia fazer diferença para o mundo de alguma forma como eles.<br />
<strong>- O que você toca? Qual o seu instrumento preferido?<br />
</strong>Toco violão, guitarra, cavaco, baixo, piano. O meu preferido é o Piano, mas o que toco melhor é o violão.<br />
<strong>- O que toca no seu player?</strong><br />
Hj estava ouvindo Daft Punk, Tom Jobim, Jamiroquai, Lenny Kravitz, AC/DC.<br />
<strong>- Como está a agenda de shows?</strong><br />
Agora no final do ano esta começando a melhorar, estamos negociando com RJ, SP, Vitória e Maceió. Além de Porto Alegre, é claro.<br />
<strong>- Estiveste há pouco no exterior. Foi uma viagem de estudo, de passeio ou foi a trabalho mesmo?<br />
</strong>Foi por causa do lance da Lily Allen. Fui conhecer a gravadora dela e acabei fechando contrato com outra gravadora inglesa. A Curve Music (www.curvemusic.net)<br />
<strong>- Quais os planos mais imediatos?</strong><br />
Os imediatos e tocar e divulgar o Samba-Rock. Quero que esse estilo seja visto como um movimento e que investidores e mídias o identifiquem como um nicho promissor.<br />
<strong>- Pretende lançar um CD? Será de composições originais ou versões?<br />
</strong>O Cd já foi lançado e está a venda no site. Apesar de eu dar o download de graça, o CD físico vem de Londres. E só tem música próprias.<br />
<strong>- E a a opção de distribuir gratuitamente as tuas músicas? É uma boa estratégia?<br />
</strong>Se não fosse essa estratégia eu não conseguiria divulgá-lo. Acredito que você não ganha dinheiro com o Cd e sim com o Merchandising em volta dele. Design, brindes, todos esses valores agregados.<br />
<strong>- Tens um site muito bem elaborado e dinâmico. É criação sua?</strong><br />
É uma mistura. O site é em plataforma WordPress, o design é da www.a2mr.com.br que fez o design do meu CD. E a programação é terceirizada.<br />
<strong>- E o acesso à mídia? Teu som é bem aceito?<br />
</strong>Sim. Todos que se dispõe a ouvir gostam, mas não são todos que ouvem de graça.<br />
<strong>- Qual o perfil do teu público?</strong><br />
O mesmo que o meu. Acredita no trabalho, tem entre 20 e 50 anos, a maioria universitário, gosta de coisas novas, não é apenas rockeiro, ou regueiro, ou sambista. É eclético.<br />
<strong>- Como você definiria Thiago Corrêa?</strong><br />
Um pessimista que trabalha como um otimista.</p>
<p>Gostou? Clica aí, te cadastra e receba, na faixa, os últimos lançamentos de Thiago Corrêa:  <a href="http://www.thiagocorrea.com/">http://www.thiagocorrea.com/</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=151&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fim dos Tempos</title>
		<link>http://penna.wordpress.com/2009/10/17/fim-dos-tempos-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 00:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinedicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos mais lamentáveis equívocos do cinema recente! Lamentável mesmo. Afinal, porque um diretor talentoso, com um histórico de excelentes serviços prestados ao cinema, de repente comete uma barbaridade como Fim dos Tempos? Qual a explicação? Parece haver somente uma: megalomania. Já aconteceu antes, de maneira ainda mais espetacular. Achando que tinha sido tocado por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=140&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-143" title="fim-dos-tempos" src="http://penna.files.wordpress.com/2009/10/fim-dos-tempos.jpg?w=205&#038;h=300" alt="fim-dos-tempos" width="205" height="300" />Um dos mais lamentáveis equívocos do cinema recente! Lamentável mesmo. Afinal, porque um diretor talentoso, com um histórico de excelentes serviços prestados ao cinema, de repente comete uma barbaridade como <strong>Fim dos Tempos</strong>? Qual a explicação? Parece haver somente uma: megalomania. Já aconteceu antes, de maneira ainda mais espetacular. <img title="Mais..." src="../wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />Achando que tinha sido tocado por luz divina após dirigir com grande sucesso o oscarizado “Dança com Lobos”, <strong>Kevin Costner</strong> achou que dominava completamente os segredos da profissão. Assim, não deu ouvidos a ninguém e naufragou (literalmente) com a mega bomba “Waterworld”, em que ele atuou, além de co-dirigir e produzir. Parece que <strong>M. Night Shyamalan</strong> foi acometido da mesma ilusão. <span id="more-140"></span></p>
<p>Depois do estouro inicial de “Sexto Sentido” encarreirou filmes que, ora agradavam mais à crítica (Corpo Fechado) ora mais ao público (Sinais), mas sempre dando mostras de que tinha algo mais a dizer em meio à mesmice que grassa em Hollywood há algumas décadas. Enfim, aparecia um diretor com estilo e, o que é mais importante, com conteúdo. O primeiro tropeço veio com A Dama da Água. Neste projeto totalmente pessoal todos ficaram com a pulga atrás da orelha: a crítica e o público. Para realizá-lo, inclusive, o diretor rompeu com o estúdio no qual fizera todos os seus filmes anteriores, a Disney(!) alegando “diferenças criativas”. Mas o que era apenas uma suspeita acabou se transformando em certeza. De diretor inspirado cuja marca maior era surpreender o espectador com roteiros inventivos e bem humorados não se poderia esperar uma trama tão esquemática e previsível. Será que é esta a surpresa que ele preparou desta vez? Que raios aconteceu com Shyamalan<strong>? <span style="font-weight:normal;">Se você já assistiu a Fim dos Tempos sabe do que estou falando. Se não assistiu ainda, não se dê ao trabalho. A menos que queira “ver para crer”. Saiba que sou fã deste diretor desde o início de sua carreira e fiquei absolutamente constrangido pela estultice demonstrada por ele neste filme. O roteiro, vergonhosamente oportunista, apresenta uma “revolta da natureza” contra o “homem predador” na forma de toxinas liberadas por plantas que induzem as pessoas ao suicídio. Parece esdrúxulo? E é mesmo. Acrescente aí um ventinho sob encomenda que a natureza mãe sopra sempre que as plantas aprontam uma nova remessa de toxinas para jogar sobre os humanos incautos. Com um detalhe: inicialmente a conspiração plantas/vento só atinge grandes concentrações humanas (não era o caso do diretor&#8230;) Mas, perfidamente, depois de um tempo, a rebelião da natureza começa a atingir também pequenos grupos. Some a tudo isso um Mark Wahlberg que engata uma cara-de-professor-preocupado durante todo o filme, no auge da canastrice, acompanhado por uma coadjuvante inexpressiva (Zooey Deschanel) com cara de doida bonitinha perdida em meio ao apocalipse querendo discutir a relação. Parece muito? Não é tudo. É preciso acrescentar a essa mixórdia a pieguice dos diálogos inacreditavelmente bobos. E tome gente se matando “enquanto o vento sopra”(esse deveria ser o título!): com revolver, com prendedor de cabelo (?), por atropelamento, com cortador de grama, pulando de prédios ou do que mais estiver à mão. Fim dos Tempos?! Sei não&#8230;Tá mais prá fim de carreira&#8230;</span></strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/140/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=140&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Cidadão de Três Pátrias</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 22:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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		<description><![CDATA[Roberto Antonio de  Fortini era apenas uma criança quando veio com a família, em 1949, para o Brasil. Mas lembra, ainda com o filtro dos treze anos, dos horrores que a pacata comuna de Sarcedo, no remoto interior da Itália enfrentou com a destruição provocada pela segunda guerra mundial. Mais do que isso, guarda com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=127&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Roberto Antonio de  Fortini era apenas uma criança quando veio com a família, em 1949, para o Brasil. Mas lembra, ainda com o filtro dos treze anos, dos horrores que a pacata comuna de Sarcedo, no remoto interior da Itália enfrentou com a destruição provocada pela segunda guerra mundial. Mais do que isso, guarda com precioso cuidado os efeitos negativos do fascismo e do nazismo na vida, na cultura e, principalmente, na alma do povo. Vem daí a sua inabalável fé na democracia e nos princípios socialistas da esquerda. Por isso, era apenas natural a sua adesão aos movimentos sociais que combateram a ditadura durante os anos de chumbo, que começaram no Brasil em 1964. Com o advento do AI-5, em 1968, ainda em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, aderiu à Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), grupo guerrilheiro de extrema esquerda, e caiu na clandestinidade. E aí, passou a enfrentar os sacrifícios exigidos para pavimentar a busca do sonho. Não havia outro jeito. A eterna busca por um futuro melhor, afinal, teria mesmo que passar pela luta armada.<img class="aligncenter size-medium wp-image-128" title="DSC_0299" src="http://penna.files.wordpress.com/2009/06/dsc_0299.jpg?w=353&#038;h=234" alt="DSC_0299" width="353" height="234" /><span id="more-127"></span> Ele nunca vacilou. Nem quando teve que esconder da companheira recém seduzida na pequena Coronel Bicaco, no noroeste gaúcho, a verdadeira operação por trás da aparentemente inocente loja de pescados na vizinha Três Passos. Com a desculpa de abastecer a clientela, eles passavam os dias em atividades junto aos rios e reservas da região. Nadia, a bela e ingênua companheira, semi-alfabetizada, então com tenros dezessete anos, nem queria imaginar o que mais poderia haver por trás daquela mágica realidade. Sua vida havia encontrado um rumo de conto de fadas. Afinal, um italiano alto, olhos azuis, dinâmico empreendedor, lhe oferecia uma ampla casa mobiliada, se mostrava apaixonado e ainda demonstrava precisar dela: afinal, era ela quem tinha que tomar conta da loja de pescados. E a loja ia bem: entre a crescente clientela fulguravam algumas estrelas do firmamento militar do quartel local. Para estes, sempre havia alguns exemplares de brinde, seguindo a cartilha habitual do comercio que paparicava as onipotentes autoridades militares da época.</strong></p>
<p><strong> E assim a vida seguia para o recém formado casal: enquanto Nadia se esforçava para encantar a distinta clientela frente ao balcão da loja, Roberto se esfalfava nas florestas e rios da região, sempre em contato com os companheiros e seguindo uma rígida agenda que os preparava e orientava sobre a iminente revolução que certamente adviria. Tudo ia bem até que, um dia, a casa caiu. Primeiro na cabeça da Nadia, é claro. Numa modorrenta tarde de sol claro, sem nuvens, no verão de 1970, Nadia se surpreendeu com a inesperada chegada de um comboio de viaturas militares, liderada por um de seus maiores clientes, da brigada militar local. E assim então ela mergulhou num universo que jamais imaginara. Como se tivesse caído na toca de Alice, ela se viu imersa numa realidade que parecia não fazer sentido. Confinada no quartel local da Brigada Militar, ela foi, lentamente e, é claro, sem sutilezas, violentamente informada das verdadeiras atividades do companheiro. A essas alturas, Roberto já estava também desfrutando da indesejável hospitalidade dos brigadianos. Nadia lembra, ainda hoje com arrepios, o inferno de gritos, urros e terror absoluto em que submergiu naquela noite. A partir de então, o casal se separou. Mas apenas fisicamente. Roberto foi levado à llha do Presídio em Porto Alegre. Assim que soube de seu paradeiro, Nadia “largou tudo e foi atrás”. Em boa hora. Roberto já partia para outras paragens. Integrante do grupo de 70 guerrilheiros negociado pelo embaixador suíço seqüestrado em setembro de 1970, Roberto seguiu para Santiago do Chile. Ela, já utilizando o codinome Sonia, alguns meses depois, seguiu para Roma, Itália, onde acabaram se encontrando.</strong></p>
<p><strong> Depois, disso, se sucederam, para o casal, estadias em Paris, Argel, Roma, Buenos Aires, e inúmeras outras grandes e pequenas cidades mundo afora. E é exatamente aí que aflora o grande ensinamento do velho guerrilheiro. Morando há mais de trinta anos em 38 belíssimos hectares, no interior da pequena Aristobolo Del Valle, na província de Misiones, Argentina, o casal demonstra ter aprendido a lição que não se cansa de repetir: o melhor da vida está em viver com a medida exata da sua necessidade. Nem mais, nem menos. Apenas o suficiente. A casa simples, sem luxos, ilustra o conselho. Os olhos claros de Roberto fulguram com vigor quando é convidado a deixar uma mensagem às novas gerações. O tom de voz se altera e o carregado sotaque cosmopolita passeia em uma mistura de português, italiano e espanhol. O entusiasmo do eterno guerrilheiro está de volta. Segundo ele, a luta não acabou. Hoje, apenas mudaram as armas, mas os objetivos permanecem: viver com liberdade, com qualidade e, principalmente, tendo consciência de nosso papel no mundo. Sem consumismo. Sem exageros. A vida integrada ao meio. Como prova, ele apresenta um fato: do espaço disponível na propriedade em que mora, apenas cinco por cento é ocupado para a produção. O resto é pura mata nativa. O verde se multiplica em tonalidades infinitas e nele se encontra a mais profunda das muitas lições vividas, apreendidas e cuidadosamente retransmitidas por Roberto: a natureza nos ensina que só se pode viver em equilíbrio. Sem ganância, sem abusos e, principalmente, sem os excessos do capitalismo desenfreado.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=127&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Filmaço!</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 03:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinedicas]]></category>

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		<description><![CDATA[MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO((Mio fratello è figlio unico, Itália/ França, 2007) Este, certamente, é um filme a ser descoberto. Misturando comédia e drama bem ao estilo neo-realista do pós guerra, o diretor traça um painel dos conflitos ideológicos dos anos 60/70 através da convivência entre dois irmãos, sua família e seus relacionamentos. Ousado, rebelde [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=122&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO((Mio fratello è figlio unico, Itália/ França, 2007)</p>
<p>Este, certamente, é um filme a ser descoberto. Misturando comédia e drama bem ao estilo neo-realista do pós guerra, o diretor traça um painel dos conflitos ideológicos dos anos 60/70 através da convivência entre dois irmãos, sua família e seus relacionamentos. Ousado, rebelde e cheio de opinião, o jovem Acio funciona como fio condutor da história. Optando pelo fascismo em meio a uma família de comunistas, ele faz do confronto um estilo de vida. Para complicar ainda mais, se apaixona pela namorada do irmão, a bela Francesca. Imperdível!</p>
<p>Diretor:  	  Daniele Luchetti</p>
<p>Elenco:  	  Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Angela Finocchiaro.</p>
<p>Roteiro:  	  Daniele Luchetti, Sandro Petraglia, Stefano Rulli, baseado em livro de Antonio Pennacchi</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-123" title="Meu irmão é filho único" src="http://penna.files.wordpress.com/2009/06/imao_filhounico.jpg?w=450" alt="Meu irmão é filho único"   /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/122/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=122&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Meu irmão é filho único</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Os velhinhos são do bem&#8230;</title>
		<link>http://penna.wordpress.com/2008/11/09/os-velhinhos-sao-do-bem/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 13:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cds Imperdíveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos grandes prazeres que tenho é quando aparece a oportunidade de apresentar, pra galera mais nova, um cara ou um grupo que marcou uma geração e que fez da atitude e do talento uma bandeira que transcende o simples carimbo de “jovem”. Este grupo é um deles. Em 1971, o trio Sá, Rodrix &#38; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=111&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_112" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://penna.files.wordpress.com/2008/11/sa-rodrix-guarabyra.jpg"><img class="size-full wp-image-112" title="sa-rodrix-guarabyra" src="http://penna.files.wordpress.com/2008/11/sa-rodrix-guarabyra.jpg?w=450&#038;h=255" alt="Sá, Rodrix &amp; Guarabyra..." width="450" height="255" /></a><p class="wp-caption-text">Sá, Rodrix &amp; Guarabyra...</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><strong>Um dos grandes prazeres que tenho é quando aparece a oportunidade de apresentar, pra galera mais nova, um cara ou um grupo que marcou uma geração e que fez da atitude e do talento uma bandeira que transcende o simples carimbo de “jovem”. Este grupo é um deles. Em 1971, o trio Sá, Rodrix &amp; Guarabyra tomou o Brasil de assalto. Formado apenas pela amizade, talento e afinidade, foram criadores do chamado Rock Rural. Prolíficos compositores, distribuíram sucessos para uma penca de intérpretes, numa época em que a MPB curtia as delícias de uma overdose de talentos.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span> </span><span>           Mas este e</span>ste texto era pra ser apenas uma pequena apresentação do CD “Outra Vez Na Estrada – Ao Vivo”, um emocionante <em>comeback</em> de Sá, Rodrix e Guarabyra. Se você tem menos de 30 pode até não identificar as criaturas, mas eu duvido que não conheça pelo menos uma de suas canções. Desde 71 quando se conheceram e criaram o grupo, o trio foi, veio, viu e venceu inúmeras vezes. Nem sempre um trio (Rodrix caiu fora um tempo), eles se reencontraram em 2001 para este show que lhes ofereço agora. Contrariando a expectativa e até o marketing que anunciava pomposamente a “volta do rock rural” os três souberam driblar com elegância os apelos às “facilidades” e fizeram um show emocionante, sincero e, em uma certa medida, surpreendente. Dá gosto sentir a energia positiva que transita entre público e palco. Surgiram novas canções que trazem o carimbo ingênuo de quem viveu a era hippie, mas não perdeu a sintonia com os novos tempos. Ouvindo S,R&amp;G dá uma saudade danada de quem fomos. E se você é novo demais pra saber disso, certamente vai ter uma saudade danada de quem poderia ter sido&#8230; Pra quem já tem estrada, é bom ouvir. Pra quem não tem, é imprescindível&#8230;<span>  </span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong><span> </span><span> </span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><strong>Baixa aí o cd &#8220;<em>Sá, Rodrix &amp; Guarabyra Outra Vez na Estrada, ao vivo</em>&#8220;, em MP3:</strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><strong></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><a title="Sá, Rodrix &amp; Guarabyra ao vivo em MP3" href="http://rapidshare.com/files/155061014/S___Rodrix___Guarabyra_-_Outra_Vez_na_estrada_-_Ao_vivo.rar" target="_blank">Sá, Rodrix &amp; Guarabyra ao vivo em MP3</a></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/111/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=111&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">penna</media:title>
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			<media:title type="html">sa-rodrix-guarabyra</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Maria, Maria&#8230;</title>
		<link>http://penna.wordpress.com/2008/10/17/vinicius-sem-titulodor-sem-nome30-dias-hoje/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 01:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[A morte em mim. Alguém (o medo) desce uma rua noturna, E de repente vê, soturna no céu, a lua, E sente o horror da lua, E súbito enlouquece. A morte em cada ser. E alguém (a mágoa), que por insone chega-se à janela Possui a mesma lua dentro dela Que em sua carne se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=103&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>A morte em mim.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Alguém (o medo) desce uma rua noturna, </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>E de repente vê, soturna no céu, a lua, </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>E sente o horror da lua, </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>E súbito enlouquece.</em></span></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><em>A morte em cada ser.<br />
E alguém (a mágoa), que por insone chega-se à janela<br />
</em></span><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Possui a mesma lua dentro dela<br />
</em></span><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Que em sua carne se transforma em água.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>A Poesia em tudo.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>E a doçura de não ser mais.<br />
Ficará sentado, na vertente, junto ao rio </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Vendo umas nuvens brancas, vendo o rio.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-family:Times New Roman;">(</span></em><span style="font-size:78%;"> Poesia sem nome de Vinícius de Moraes</span><em><span style="font-family:Times New Roman;">)</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://penna.files.wordpress.com/2008/10/dscf1434.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-106" title="Maria, Maria..." src="http://penna.files.wordpress.com/2008/10/dscf1434.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><a href="http://penna.files.wordpress.com/2008/10/cinquentenario_19_07_08-004.jpg"></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/103/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/103/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/103/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=103&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">penna</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://penna.files.wordpress.com/2008/10/dscf1434.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Maria, Maria...</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Belchior: Vício Elegante em MP3</title>
		<link>http://penna.wordpress.com/2008/07/26/belchior-vicio-elegante-em-mp3/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 19:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cds Imperdíveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando posto um novo CD, eu procuro preencher alguns requisitos básicos: qualidade (of course), raridade e relevância. Bueno. Isto dito, resta pouco a falar sobre Vício Elegante. Uma brincadeira do cearense Belchior cometida em 1996. Belchior, é bom que se diga, não conseguiu ultrapassar a barreira dos anos 80. Seu último grande sucesso de público [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=90&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://penna.files.wordpress.com/2008/07/contra-capa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-95" src="http://penna.files.wordpress.com/2008/07/contra-capa.jpg?w=339&#038;h=265" alt="" width="339" height="265" /></a></p>
<p>Quando posto um novo CD, eu procuro preencher alguns requisitos básicos: qualidade (of course), raridade e relevância. Bueno. Isto dito, resta pouco a falar sobre Vício Elegante. Uma brincadeira do cearense Belchior cometida em 1996. Belchior, é bom que se diga, não conseguiu ultrapassar a barreira dos anos 80. Seu último grande sucesso de público foi &#8220;Medo de Avião&#8221;, em 79. Mas isso não diminui sua relevância. Pelo contrário. Apenas a acentua. Porque, a meu ver, um artista tão peculiarmente identificado com uma época como ele foi, dificilmente supera a barreira estética da geração seguinte. E poucos artistas foram tão identificados com sua geração quanto foi Belchior. Ele só poderia ter surgido nos anos 70. Diferente, iconoclasta, com uma sonoridade muito particular, uma voz anasalada e um jeito &#8220;estranho&#8221; que romperam padrões e carimbaram o seu próprio espaço na riquíssima história da MPB dos anos 70. Belchior, é bom lembrar, foi mais um dos muitos grandes compositores apresentados ao público pelas antenas conectadíssimas de Elis Regina.</p>
<p>Quando ele lançou &#8220;Apenas um Rapaz Latino Americano&#8221;, a galera da época a transformou em seu hino: em 1976 ninguém cantava outra coisa. Mas não se pense que a longa ausência da mídia e das badalações criaram um artista amargo ou frustrado. Pelo contrário. E este CD, lançado em 1996, é prova disso. Cheio de bom humor, ele lançou mão de sua interpretação peculiar para dar nova vida às composições ( e sucessos) de outros autores e intépretes. E é divertido ouvir, muitos anos antes de Caetano &#8220;inaugurar&#8221; o filão, a versão reggae de Aparências, sucesso brega de Marcio Greick. É bom ouvir também, &#8220;Charme do Mundo&#8221;, canção delicada e cheia de sutilezas de Marina, cantada no estilo falsamente &#8220;bronco&#8221; de Belchior.  E assim também desfilam &#8220;Almanaque&#8221;, de Chico Buarque, &#8220;Paixão&#8221;, de Kleiton &amp; Kledir, e ainda composições de Adriana Calcanhoto (Esquadros), Caetano (O Nome da Cidade), Djavan (Aliás); Roberto &amp; Erasmo (O Tolo)&#8230; Um CD para conhecer ou reencontrar um dos maiores nomes da musica popular brasileira. Ouvir Belchior é lembrar de um tempo em que a a música podia ser popular e de qualidade ao mesmo tempo&#8230;</p>
<p><strong>Baixa aí:</strong> <a title="Balchio - Vicio Elegante(1996)" href="http://rapidshare.com/files/132501818/Belchior_-_V_cio_Elegante_-_1996.rar" target="_blank">Belchior &#8211; Vicio Elegante</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/penna.wordpress.com/90/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/penna.wordpress.com/90/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/90/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=90&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Guerrilheiro por Um Dia</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 20:19:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>penna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[(Ou: A Militância ao Alcance de Todos) Até o fim dos anos setenta, o kit básico do militante ativo incluía cartazes, camisetas, fantasias, megafone, muita retórica e uma grande disposição para enfrentar a reação quase sempre hostil do alvo da causa em questão. Não raro era preciso enfrentar a reação física de seguranças ou até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=82&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;" align="center">
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">(Ou: A Militância ao Alcance de Todos) </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Até o fim dos anos setenta, o kit básico do militante ativo incluía cartazes, camisetas, fantasias, megafone, muita retórica e uma grande disposição para enfrentar a reação quase sempre hostil do alvo da causa em questão. Não raro era preciso enfrentar a reação física de seguranças ou até mesmo tropas de choque com jatos d’água e balas de borracha. Para ser um militante era preciso, antes de mais nada, ser profundamente consciente de uma causa e disposto a ir a extremos que incluíam risco de morte em enfrentamentos corpo-a-corpo.<span id="more-82"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">É claro que estas dificuldades afastavam a grande maioria das pessoas que até simpatizavam com alguma causa, mas não tinham a coragem necessária para este tipo de atitude.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Mas, a partir dos anos noventa, a popularização da internet em todo o mundo gerou um novo tipo de cidadão: o cibermilitante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Agora, a militância não é mais tão exigente. Com um pouco de tempo disponível, um computador e uma conexão com a internet, qualquer um pode defender a causa que julgar mais adequada ao seu estilo de vida sem comprometimento dos seus afazeres diários, sem correr nenhum perigo e, inclusive, se assim o desejar, no mais completo anonimato. Enfim, uma militância “confortável”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Além de todas estas facilidades, a grande rede tornou disponível também uma grande variedade de causas a defender. Se você gosta de animais, se você <em>não</em> gosta de animais, se você simpatiza com os esquimós ou com os aborígines australianos, não importa. Na rede certamente você encontrará uma causa na medida exata da sua consciência. Basta procurar e pronto: logo você encontrará uma causa para acalmar aquele desconforto espiritual causado pela sensação de que não estava dando a sua contribuição para a melhoria das condições de vida no planeta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">À primeira vista, isto parece bom. Mas, como tudo na vida, tem prós e contras. Na mesma medida em que a larga divulgação por intermédio de <em>e-mails, sites</em> e comunidades virtuais aumentou a conscientização, trazendo reais melhorias no nível de informação das pessoas, ficamos todos expostos aos exageros que sempre acompanham este tipo de <em>conscientização.</em> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Assim, surgiu um novo tipo de chato na praça: o ciberchato. Através de <em>spam </em>ele invade as caixas de <em>e-mail</em> aleatoriamente, mundo afora, chamando todos à consciência militante, estejam estes interessados ou não em sua mensagem. Militantes de todos os matizes nos bombardeiam diariamente com milhares de mensagens conclamando-nos a participar de correntes, assinar listas de reivindicações, participar de abaixo-assinados virtuais e um sem-fim de novas e variadas formas de protestos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">Desta maneira, atingimos o outro extremo: o enfado. De tanto se ouvir falar de causas, justas ou injustas, acabamos por ficar, de certa forma, anestesiados, imóveis diante da grande diversidade de opções. Afinal, se são tantas e tão variadas as causas e se a militância é isso que recebo todos os dias em meu <em>e-mail</em>, será que quero fazer parte? Vou ter que agir e me comportar desta maneira, invadindo também o espaço virtual dos outros?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;line-height:150%;">Exageros à parte, é preferível que seja assim. Afinal, o que é um pequeno incômodo diante da grandeza de causas que realmente merecem nossa atenção? O segredo está em discernir com clareza o que realmente precisa de nossa participação. A grande oferta de causas ou até mesmo a inconveniência de alguns cibermilitantes não pode servir de desculpa para nos omitir diante de causas que precisam de nossa participação. Ao fim e ao cabo, o que se precisa mesmo é o velho e indispensável bom-senso além de uma grande dose de consciência crítica.</span><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/penna.wordpress.com/82/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/penna.wordpress.com/82/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/penna.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/penna.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/penna.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/penna.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/penna.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/penna.wordpress.com/82/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/penna.wordpress.com/82/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/penna.wordpress.com/82/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=penna.wordpress.com&amp;blog=1314199&amp;post=82&amp;subd=penna&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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