Um dos mais lamentáveis equívocos do cinema recente! Lamentável mesmo. Afinal, porque um diretor talentoso, com um histórico de excelentes serviços prestados ao cinema, de repente comete uma barbaridade como Fim dos Tempos? Qual a explicação? Parece haver somente uma: megalomania. Já aconteceu antes, de maneira ainda mais espetacular.
Achando que tinha sido tocado por luz divina após dirigir com grande sucesso o oscarizado “Dança com Lobos”, Kevin Costner achou que dominava completamente os segredos da profissão. Assim, não deu ouvidos a ninguém e naufragou (literalmente) com a mega bomba “Waterworld”, em que ele atuou, além de co-dirigir e produzir. Parece que M. Night Shyamalan foi acometido da mesma ilusão. Leia o resto deste post »
Fim dos Tempos
f,17 ,2009 por pennaCidadão de Três Pátrias
f,19 ,2009 por penna Roberto Antonio de Fortini era apenas uma criança quando veio com a família, em 1949, para o Brasil. Mas lembra, ainda com o filtro dos treze anos, dos horrores que a pacata comuna de Sarcedo, no remoto interior da Itália enfrentou com a destruição provocada pela segunda guerra mundial. Mais do que isso, guarda com precioso cuidado os efeitos negativos do fascismo e do nazismo na vida, na cultura e, principalmente, na alma do povo. Vem daí a sua inabalável fé na democracia e nos princípios socialistas da esquerda. Por isso, era apenas natural a sua adesão aos movimentos sociais que combateram a ditadura durante os anos de chumbo, que começaram no Brasil em 1964. Com o advento do AI-5, em 1968, ainda em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, aderiu à Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), grupo guerrilheiro de extrema esquerda, e caiu na clandestinidade. E aí, passou a enfrentar os sacrifícios exigidos para pavimentar a busca do sonho. Não havia outro jeito. A eterna busca por um futuro melhor, afinal, teria mesmo que passar pela luta armada.
Leia o resto deste post »
Filmaço!
f,9 ,2009 por pennaMEU IRMÃO É FILHO ÚNICO((Mio fratello è figlio unico, Itália/ França, 2007)
Este, certamente, é um filme a ser descoberto. Misturando comédia e drama bem ao estilo neo-realista do pós guerra, o diretor traça um painel dos conflitos ideológicos dos anos 60/70 através da convivência entre dois irmãos, sua família e seus relacionamentos. Ousado, rebelde e cheio de opinião, o jovem Acio funciona como fio condutor da história. Optando pelo fascismo em meio a uma família de comunistas, ele faz do confronto um estilo de vida. Para complicar ainda mais, se apaixona pela namorada do irmão, a bela Francesca. Imperdível!
Diretor: Daniele Luchetti
Elenco: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Angela Finocchiaro.
Roteiro: Daniele Luchetti, Sandro Petraglia, Stefano Rulli, baseado em livro de Antonio Pennacchi

Os velhinhos são do bem…
f,9 ,2008 por pennaUm dos grandes prazeres que tenho é quando aparece a oportunidade de apresentar, pra galera mais nova, um cara ou um grupo que marcou uma geração e que fez da atitude e do talento uma bandeira que transcende o simples carimbo de “jovem”. Este grupo é um deles. Em 1971, o trio Sá, Rodrix & Guarabyra tomou o Brasil de assalto. Formado apenas pela amizade, talento e afinidade, foram criadores do chamado Rock Rural. Prolíficos compositores, distribuíram sucessos para uma penca de intérpretes, numa época em que a MPB curtia as delícias de uma overdose de talentos.
Mas este este texto era pra ser apenas uma pequena apresentação do CD “Outra Vez Na Estrada – Ao Vivo”, um emocionante comeback de Sá, Rodrix e Guarabyra. Se você tem menos de 30 pode até não identificar as criaturas, mas eu duvido que não conheça pelo menos uma de suas canções. Desde 71 quando se conheceram e criaram o grupo, o trio foi, veio, viu e venceu inúmeras vezes. Nem sempre um trio (Rodrix caiu fora um tempo), eles se reencontraram em 2001 para este show que lhes ofereço agora. Contrariando a expectativa e até o marketing que anunciava pomposamente a “volta do rock rural” os três souberam driblar com elegância os apelos às “facilidades” e fizeram um show emocionante, sincero e, em uma certa medida, surpreendente. Dá gosto sentir a energia positiva que transita entre público e palco. Surgiram novas canções que trazem o carimbo ingênuo de quem viveu a era hippie, mas não perdeu a sintonia com os novos tempos. Ouvindo S,R&G dá uma saudade danada de quem fomos. E se você é novo demais pra saber disso, certamente vai ter uma saudade danada de quem poderia ter sido… Pra quem já tem estrada, é bom ouvir. Pra quem não tem, é imprescindível…
Baixa aí o cd “Sá, Rodrix & Guarabyra Outra Vez na Estrada, ao vivo“, em MP3:
Sá, Rodrix & Guarabyra ao vivo em MP3
Maria, Maria…
f,17 ,2008 por pennaA morte em mim.
Alguém (o medo) desce uma rua noturna,
E de repente vê, soturna no céu, a lua,
E sente o horror da lua,
E súbito enlouquece.
A morte em cada ser.
E alguém (a mágoa), que por insone chega-se à janela
Possui a mesma lua dentro dela
Que em sua carne se transforma em água.
A Poesia em tudo.
E a doçura de não ser mais.
Ficará sentado, na vertente, junto ao rio
Vendo umas nuvens brancas, vendo o rio.
( Poesia sem nome de Vinícius de Moraes)
Belchior: Vício Elegante em MP3
f,26 ,2008 por pennaQuando posto um novo CD, eu procuro preencher alguns requisitos básicos: qualidade (of course), raridade e relevância. Bueno. Isto dito, resta pouco a falar sobre Vício Elegante. Uma brincadeira do cearense Belchior cometida em 1996. Belchior, é bom que se diga, não conseguiu ultrapassar a barreira dos anos 80. Seu último grande sucesso de público foi “Medo de Avião”, em 79. Mas isso não diminui sua relevância. Pelo contrário. Apenas a acentua. Porque, a meu ver, um artista tão peculiarmente identificado com uma época como ele foi, dificilmente supera a barreira estética da geração seguinte. E poucos artistas foram tão identificados com sua geração quanto foi Belchior. Ele só poderia ter surgido nos anos 70. Diferente, iconoclasta, com uma sonoridade muito particular, uma voz anasalada e um jeito “estranho” que romperam padrões e carimbaram o seu próprio espaço na riquíssima história da MPB dos anos 70. Belchior, é bom lembrar, foi mais um dos muitos grandes compositores apresentados ao público pelas antenas conectadíssimas de Elis Regina.
Quando ele lançou “Apenas um Rapaz Latino Americano”, a galera da época a transformou em seu hino: em 1976 ninguém cantava outra coisa. Mas não se pense que a longa ausência da mídia e das badalações criaram um artista amargo ou frustrado. Pelo contrário. E este CD, lançado em 1996, é prova disso. Cheio de bom humor, ele lançou mão de sua interpretação peculiar para dar nova vida às composições ( e sucessos) de outros autores e intépretes. E é divertido ouvir, muitos anos antes de Caetano “inaugurar” o filão, a versão reggae de Aparências, sucesso brega de Marcio Greick. É bom ouvir também, “Charme do Mundo”, canção delicada e cheia de sutilezas de Marina, cantada no estilo falsamente “bronco” de Belchior. E assim também desfilam “Almanaque”, de Chico Buarque, “Paixão”, de Kleiton & Kledir, e ainda composições de Adriana Calcanhoto (Esquadros), Caetano (O Nome da Cidade), Djavan (Aliás); Roberto & Erasmo (O Tolo)… Um CD para conhecer ou reencontrar um dos maiores nomes da musica popular brasileira. Ouvir Belchior é lembrar de um tempo em que a a música podia ser popular e de qualidade ao mesmo tempo…
Baixa aí: Belchior – Vicio Elegante
Guerrilheiro por Um Dia
f,15 ,2008 por penna
(Ou: A Militância ao Alcance de Todos)
Até o fim dos anos setenta, o kit básico do militante ativo incluía cartazes, camisetas, fantasias, megafone, muita retórica e uma grande disposição para enfrentar a reação quase sempre hostil do alvo da causa em questão. Não raro era preciso enfrentar a reação física de seguranças ou até mesmo tropas de choque com jatos d’água e balas de borracha. Para ser um militante era preciso, antes de mais nada, ser profundamente consciente de uma causa e disposto a ir a extremos que incluíam risco de morte em enfrentamentos corpo-a-corpo. Leia o resto deste post »
CINEDICAS:
f,14 ,2008 por penna
BOA NOITE E BOA SORTE (Good Night and Good Luck, 2005)
Contando a história real do jornalista Ed Murrow (vivido brilhantemente por David Strathairn) o filme retrata, em clima noir, uma das páginas mais negras da história americana: o macarthismo. Pra quem não lembra, foi o período em que, sob inspiração da paranóia antiocomunista da guerra fria, o senador Joseph McCarthy liderou uma “caça às bruxas”, tentando descobrir comunistas infiltrados em todos os setores da vida nacional( deles!). É claro que em áreas de maior influência como cinema, rádio, jornais e televisão a patrulha era muito maior. Por isso, torna-se ainda mais importante a reação liderada por Ed Murrow. Leia o resto deste post »
Nova sessão!
f,14 ,2008 por pennaA partir de hoje e -como sempre- com freqüencia totalmente aleatória, estaremos publicando comentários sobre cinema. Publicaremos dicas de filmes que consideramos importantes e que merecem uma atenção especial. Não temos pretensões maiores que não a de - modestamente - divulgar bons títulos que tanto podem ser de cinema, DVD ou mesmo da TV aberta ou por assinatura.
Monobloco Ao Vivo Em MP3: Pediu Levou!!!
f,18 ,2008 por pennaConfesso que não foi fácil…Não sei porque cargas dágua a galera não gosta de baixar de outros sites que não o RapidShare. Então, tá feito. Agora Monobloco Ao Vivo no rapidShare. Só que, devido a limitaçoes do site, vai ter que ser em duas partes.
Baixa aí:
MonoBloco Ao Vivo (2005) Parte 1
Monobloco Ao Vivo (2005) Parte 2


